terça-feira, 8 de março de 2011

À descoberta no Seixal

Conhecer a Mata da Machada

No passado dia 6 de Março de 2011 realizou-se mais uma Actividade d'A Natureza ensina! 

Conhecer a Mata da Machada!

Durante toda a manhã visitámos a Mata Nacional da Machada. 

"Designa-se hoje Mata Nacional da Machada, a propriedade constituída pelo antigo Pinhal de Vale de Zebro e pela Quinta da Machada.

A Quinta da Machada pertencia ao “Convento de Nossa Senhora da Luz da Ordem de Cristo”, porém quando foram extintas as Ordens Religiosas em 1834 foi adquirida por um particular, sendo mais tarde aforada ao Estado que a anexou ao Pinhal de Vale de Zebro.

Encontra-se situada no centro da Península de Setúbal, entre as povoações de Coina, Palhais e Santo António da Charneca. Sujeita a Regime Florestal esta Mata encontra-se hoje, sob a gestão da Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste e ocupa uma área com cerca de 385,7 hectares.

Sendo a única área florestal de razoável dimensão do Concelho, a Mata é considerada o “Pulmão da Cidade” e um local privilegiado para actividades de recreio e lazer, dispõe de um parque de merendas e diversos fontanários, para além de um Centro de Educação Ambiental e de uma rede de estradas e caminhos frequentemente utilizados para práticas desportivas, permitindo à população uma melhor qualidade de vida."

site da C.M. Barreiro

Acompanhados por 2 Técnicos do Centro de Educação Ambiental da Mata da Machada e Sapal do rio Coina (CEA)


"O Centro de Educação Ambiental, tem como missão sensibilizar a população, especialmente os mais novos, para a preservação e valorização ambiental do património do concelho. Trata-se de um investimento que se concentra especialmente nas crianças, na sua educação e motivação, preparando-as para práticas ambientalmente correctas e para o respeito pelos valores naturais. A Mata Nacional da Machada constitui a área florestal de maior relevância do concelho, ocupando cerca de 10% da sua área. As zonas húmidas constituem sistemas altamente produtivos, contribuindo para a conservação da biodiversidade. Quem vem ao centro tem uma oferta diversificada. Este está orientando para a promoção de actividades diversificadas, para que as pessoas possam vir cá e possam fazer um percurso pedestre guiado pela Mata, um atelier de reciclagem, de poupança de água, ver um pequeno vídeo, entre outras iniciativas. Existem espaços previstos para a cultura biológica. Aqui é possivel fazer a observação de garças brancas e cinzentas que habitam no local, mediante as explicações dos membros da AÇOR, Associação Científica para a Conservação das Aves de Rapina."

Site lifecooper




A Caminhada:


























O Almoço no Parque de Merendas da Mata da Machada



Visita ao Museu dos Fuzileiros

"Quando em 1963, a Escola de Fuzileiros (EF) é instalada em Vale do Zebro, são feitas adaptações e acomodações, para as necessidades do momento, mormente no edifício principal do complexo que aloja o museu.

A ideia, e a obra, do Museu dos Fuzileiros, como é conhecido, foi-se colocando no início da década de oitenta, quando após o fecho do ciclo ultramarino, uma quantidade significativa de peças-memória foi oferecida à EF, por personalidades militares e civis, sobretudo, antigos e actuais Fuzileiros, e para a preservação e apreciação das quais não havia espaço adequado.
Após um notável e raro trabalho de restauro de parte do piso térreo do edifício principal, que pôs «a descoberto os apontamentos [de alguns] dos antigos fornos de biscoito e as respectivas saídas de ar», por dedicação e conhecimento de alguns Fuzileiros e apoiado superiormente, em 1984 foi inaugurada a Sala-Museu do Fuzileiro.
Fazendo uma breve descrição do actual itinerário do museu, que não intenta dispensar, mas sim aguçar o interesse para uma próxima visita, diremos que na entrada, se simboliza a história do complexo e a história dos Fuzileiros, consubstanciadas pela estrutura arquitectónica da sala e nas figuras expostas que retratam os primeiros antecessores e os Fuzileiros da época contemporânea mais significativa.
Ainda neste espaço, complementado por uma das salas, expõem-se alguns dos bens museológicos alusivos ao fabrico do biscoito, dito, de mar que, segundo um investigador brasileiro, «são bolachas duras e salgadas, guardadas em paióis pouco ou nada arejados. Cada tripulante tem direito a 400 gramas diárias dessa maçaroca assada nos fornos reais de Palhais e do Vale de Zebro, em Lisboa. Só entre 1505 e 1507, o Zebro fabricaria 300 toneladas de biscoito por ano. Significa um milhão de rações diárias produzidas apenas para abastecer a despensa dos navios portugueses. Brincam os historiadores que estas intragáveis bolachas de farinha, de bolor fedorento e adoradas pelas baratas, são o motor da história das navegações».
O interior do museu dá-nos uma imagem singular da sólida traça pombalina, onde domina o tijolo a cutelo e os tectos se organizam em abóbadas de "barrete" as centrais e de "berço" as laterais, ao longo das quais está exposto o acervo que ilustra o historial dos Fuzileiros.
À saída da Sala-Museu, no exterior, pode apreciar-se a arcada, em corredor, de cariz, também, pombalino que se prolonga a todo o piso térreo do edifício mais representativo do Complexo Real de Vale do Zebro.
Pelo que representa como valor simbólico e afectivo, a Sala Museu dos Fuzileiros, é o local de visita obrigatória dos Fuzileiros de ontem e de hoje, e por extensão das famílias e amigos, que frequentemente se encontram na Escola de Fuzileiros, não só para recordarem os momentos vividos e manterem, vivas as referências mas, também pelas condições ambientais impares que o local reúne.
As visitas de, como se diz na gíria militar, "civis" cifram-se anualmente em cerca de 600, sendo que a maioria são de escolas e de outras instituições da área educativa, cultural e ambiental, sobretudo do Concelho do Barreiro e limítrofes, facto de que muito nos orgulhamos.
Foi, também, por estas razões que se equacionou uma beneficiação e remodelação dos espaços e do património do museu, cuja primeira fase terminou em 29 de Julho de 2005 e posteriormente, numa segunda fase de ampliação, inaugurada no âmbito das Comemorações do Dia do Corpo e da Escola de Fuzileiros, em 10 Novembro de 2006.
Que a pluralidade de "entradas" e a diversidade de domínios que o património natural e o historial do espaço conotado com o Complexo Real de Vale do Zebro, inclusive a Sala Museu do Fuzileiro, encerram, se constitua um desafio aos investigadores e estudiosos das diversas áreas do conhecimento potencialmente representadas."

   





















A Natureza ensina agradece a Todos os presentes neste dia, à C.M. Barreiro, à CEA e ao Corpo Fuzileiros por toda a ajuda e colaboração. 
MUITO OBRIGADA!